Da esquerda para a direita: TH Jóias e Bacellar/Foto: Divulgação
Presidente da Alerj é preso pela PF em operação contra vazamento de informações
Mandado expedido por Moraes aponta interferência em ação da PF contra TH Jóias; entenda o caso.
Atualizado há 116 dias
O presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar (União Brasil), foi preso pela Polícia Federal nesta quarta-feira (03/12) durante a Operação Unha e Carne. A investigação apura o vazamento de informações sigilosas da Operação Zargun, deflagrada em setembro e que levou à prisão do então deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Jóias (MDB).
Segundo a PF, Bacellar teria avisado TH, na véspera da operação, sobre mandados que seriam cumpridos contra ele, orientando-o a destruir provas. Imagens e registros telefônicos indicam que, naquele dia, o parlamentar deixou o condomínio às pressas, com indícios de tentativa de ocultação de vestígios.
O mandado de prisão foi expedido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Bacellar foi detido dentro da Superintendência da PF, na Praça Mauá, após ser chamado para uma reunião pelo superintendente da corporação, Fábio Galvão. Seu celular foi apreendido. TH também foi intimado a prestar depoimento.
Para a PF, a atuação de agentes públicos no vazamento provocou obstrução da Operação Zargun, que investigava um esquema de corrupção envolvendo lideranças do Comando Vermelho, políticos e servidores, além do tráfico internacional de armas e drogas. Na ação desta quarta, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão, incluindo o gabinete de Bacellar na Alerj, e outras medidas cautelares.
A suspeita de vazamento já havia sido mencionada pelo procurador-geral de Justiça do Rio, Antonio José Campos Moreira, no dia da operação contra TH, que não foi encontrado em casa e só apareceu horas depois na residência de um amigo, na Barra da Tijuca.
TH, que assumiu temporariamente uma vaga na Alerj em 2023, é acusado de negociar armas para o Comando Vermelho e de usar o mandato para favorecer a facção. Ele foi alvo simultâneo de operações do Ministério Público do Rio e da Polícia Federal.
Rodrigo Bacellar, ex-secretário estadual e deputado reeleito com 97.822 votos, enfrenta desde 2023 investigações por suspeita de enriquecimento ilícito. Imóveis ligados a ele em Botafogo e na Região Serrana estão registrados em nome do advogado Jansens Calil Siqueira, natural de Campos dos Goytacazes e apontado como sócio do parlamentar em um frigorífico.
Até a última atualização do caso, nem a Alerj nem a defesa de Bacellar haviam se manifestado. Bacellar é o segundo presidente da Casa a ser preso no exercício do cargo (o primeiro foi Jorge Picciani, em 2017).

Rayza Espírito Santo
Redatora, repórter de editorias diversas, social media e fotojornalista.
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