Foto/Reprodução
O Fim dos Microplásticos? Ciência Japonesa cria Plástico de Celulose que "Derrete" sem Poluir
Pesquisadores do RIKEN desenvolvem material supramolecular à base de fibras vegetais que une resistência industrial e decomposição total em água salgada; inovação promete revolucionar o combate ao lixo oceânico
Atualizado há 2 dias
A poluição plástica ganhou um adversário de peso. Publicado na Journal of the American Chemical Society, o estudo japonês apresenta uma alternativa viável e renovável aos derivados de petróleo, atacando a raiz do problema: a fragmentação física que gera micropartículas.
A Engenharia por trás do "Plástico Limpo"
O segredo da inovação não está apenas na matéria-prima (celulose de madeira e algodão), mas na forma como as moléculas são "coladas" umas às outras:
-
Ligações Supramoleculares: Diferente do plástico comum, que usa ligações covalentes (quase indestrutíveis na natureza), o novo material utiliza interações iônicas (cargas elétricas positivas e negativas).
-
Resistência sob Demanda: Durante o uso, essas ligações são fortes o suficiente para suportar pressões e impactos mecânicos, garantindo a durabilidade do produto.
-
Dissolução Química vs. Fragmentação Física: Em contato com a umidade ou água salgada, o material não se "quebra" em pedaços menores (microplásticos). Ele se desfaz quimicamente, retornando aos seus componentes originais que podem ser absorvidos pelo ecossistema sem danos.

Marcus Pires
Veja também
Mais
lidas- 1
Volta para casa nesta segunda-feira de véspera de feriado exigiu paciência

- 2
Homem esfaqueia sobrinho e faz mãe e irmã reféns em Copacabana

- 3
Aulão na praça reúne idosos com atividades e saúde em Santa Paula

- 4
Programa Emboço Social entrega casas reformadas em Jacaroá

- 5
Policial que matou mulher em SP é efetivada e tem aumento salarial

Comentários (0)