Foto: Cauã Santana
Maricá discute avanços da Vigilância em Saúde Ambiental em fórum na FACMAR
Programação trouxe análises sobre esporotricose, raiva, dengue e desafios da vigilância ambiental.
Atualizado há 110 dias
A Secretaria de Saúde de Maricá realizou o 1º Fórum de Vigilância em Saúde Ambiental nesta quinta-feira (04/12), na Faculdade de Ciências Médicas de Maricá (FACMAR), no bairro do Flamengo. O encontro reuniu profissionais da área, pesquisadores e gestores para discutir a relação entre ambiente e saúde, além de apresentar estratégias atualizadas de prevenção e controle de doenças adotadas no município e perspectivas para 2025.
Com o tema “Ambiente e Saúde: conexões para um futuro sustentável”, a programação se estendeu ao longo do dia, com mesas formadas por especialistas em vigilância ambiental, medicina veterinária, parasitologia e biologia. As discussões abordaram desde desafios epidemiológicos até a aplicação de tecnologias voltadas ao monitoramento de doenças.
O secretário de Saúde, Dr. Marcelo Velho, destacou que o fórum explicita o compromisso do município com abordagens modernas e integradas na Vigilância em Saúde Ambiental. A superintendente de Vigilância em Saúde, Daniella Bittencourt, enfatizou o caráter educativo do encontro e sua contribuição para ampliar a capacidade técnica das equipes. Já o gerente de Vigilância em Saúde Ambiental, Ronald Marques, ressaltou a troca de experiências e a importância dos debates sobre temas como raiva, esporotricose, animais peçonhentos e dengue.
A abertura contou com a presença da subsecretária de Promoção e Atenção Primária, Dra. Regina Ferreira, além de gestores da área de Vigilância em Saúde. Entre os destaques da manhã, o médico veterinário Dr. Lucas Keidel apresentou o panorama da esporotricose e da leishmaniose no Estado do Rio, seguido da exposição de Ronald Marques sobre avanços e desafios do Programa Municipal de Controle da Esporotricose Animal.
No período da tarde, o professor e médico veterinário Dr. Flávio Moutinho abordou o cenário epidemiológico da raiva. O biólogo Dr. Cláudio Machado, do Instituto Vital Brazil, apresentou mecanismos de identificação de serpentes peçonhentas. O encerramento ficou por conta do biólogo Dr. Alexandre de Araújo Oliveira, que detalhou o uso de ovitrampas no monitoramento da dengue, tecnologia considerada estratégica diante do cenário atual das arboviroses no país.
O evento terminou com debate entre os participantes e um coffee break, integrando as equipes e promovendo a atualização das práticas adotadas na vigilância ambiental do município.

Rayza Espírito Santo
Redatora, repórter de editorias diversas, social media e fotojornalista.
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