Ambulâncias que atenderam ao acidente/Foto: Reprodução
Incêndio em bar na Suíça lembra tragédia da boate Kiss e reacende debate sobre falhas de segurança
Organização brasileira afirma que desastre em estação de esqui repete erros já conhecidos em casas noturnas e classifica episódios como “tragédias-crime”.
Atualizado há 86 dias
O coletivo brasileiro “Kiss que não se repita”, dedicado à memória das vítimas do incêndio na boate Kiss em 27/01/13, em Santa Maria (RS), afirmou nesta quinta-feira (01/01) que o incêndio ocorrido na madrugada do mesmo dia, em um bar na Suíça, segue um padrão recorrente de falhas de segurança e negligência. A manifestação foi publicada nas redes sociais após a tragédia registrada no bar Constellation, em Crans-Montana, que deixou pelo menos 40 mortos e mais de 100 feridos.
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Segundo o grupo, a repetição de incêndios fatais em casas noturnas ao redor do mundo evidencia que problemas já conhecidos continuam sendo ignorados. Em nota, o coletivo traçou paralelos diretos entre o caso europeu e a tragédia de 2013 no Brasil, apontando o que define como um “padrão de negligência” em locais fechados.
Entre os fatores listados estão o uso de pirotecnia em ambientes fechados com materiais inflamáveis, número insuficiente de saídas de emergência, superlotação e falhas na prevenção e no cumprimento de normas técnicas. Para a organização, o problema não está relacionado ao país onde ocorre o incêndio, mas à estrutura e à fiscalização desses espaços.
O incêndio na Suíça teve início por volta de 1h30 (horário local), durante as comemorações de Ano Novo, em um bar localizado em uma luxuosa estação de esqui nos Alpes suíços. O estabelecimento tinha capacidade para até 300 pessoas, contava com dois bares e uma área destinada ao uso de narguilé.
De acordo com informações preliminares, o fogo se espalhou rapidamente pelo teto de madeira do local, o que dificultou a evacuação. As autoridades suíças mobilizaram uma operação de grande porte para o socorro às vítimas, com o uso de dez helicópteros e cerca de 40 ambulâncias.
As autoridades informaram que a investigação sobre as causas do incêndio deve ser prolongada e ainda não há prazo para a conclusão do inquérito.

Rayza Espírito Santo
Redatora, repórter de editorias diversas, social media e fotojornalista.
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