Casa da Marquesa de Santos, no Rio de Janeiro/Foto: Divulgação
Instituições históricas passam a integrar o Programa de Museus Antirracistas no RJ
Adesão inédita no estado amplia ações de formação, gestão e políticas culturais voltadas à equidade étnico-racial.
Atualizado há 74 dias
Os museus administrados pela Fundação Anita Mantuano de Artes do Estado do Rio de Janeiro (Funarj) passaram a integrar o Programa de Museus Antirracistas, iniciativa do Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novos (IPN – Museu Memorial). A adesão marca a incorporação estruturada da perspectiva antirracista às práticas institucionais dos equipamentos culturais da fundação.
A proposta do programa ultrapassa o campo expositivo e alcança as políticas de gestão, a formação das equipes e as ações institucionais. Na Funarj, participam o Museu Antonio Parreiras, Museu do Ingá, Museu Carmen Miranda, Casa de Oliveira Vianna, Casa da Marquesa de Santos e Casa de Euclides da Cunha. O objetivo é promover reflexões estruturais e implementar mudanças que contribuam para a equidade étnico-racial no setor cultural.
O marco público da adesão ocorreu durante o I Seminário do Programa de Museus Antirracistas, realizado no Museu do Amanhã, no Centro do Rio. A iniciativa prevê a realização de seminários, oficinas e atividades formativas voltadas ao intercâmbio de experiências e ao fortalecimento de práticas institucionais comprometidas com o enfrentamento ao racismo.
Com a entrada no programa, a Funarj passa a integrar uma rede interinstitucional dedicada à promoção da equidade étnico-racial, à valorização das tradições afro-indígenas e ao desenvolvimento de políticas culturais antirracistas, ampliando o papel dos museus como espaços de memória e educação.
Para o coordenador de Museus da Funarj, Wallace Almeida, a participação representa um avanço na gestão cultural: “A adesão dos museus da Funarj ao Programa de Museus Antirracistas representa um avanço institucional no fortalecimento de práticas alinhadas à equidade e à diversidade no campo museal. Trata-se de uma iniciativa que contribui para a qualificação da gestão, da formação das equipes e das ações culturais, destacando o papel dos museus públicos como espaços de diálogo, memória e responsabilidade social”.

Rayza Espírito Santo
Redatora, repórter de editorias diversas, social media e fotojornalista.
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