Foto: Kayo Magalhães (Câmara dos Deputados)
Suspenso da Câmara, Glauber Braga avalia candidatura ao governo do Rio em 2026
Partido discute estratégia diante da aliança entre PT e Eduardo Paes.
Atualizado há 97 dias
Suspenso da Câmara dos Deputados por seis meses, o deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) avalia concorrer ao governo do Rio de Janeiro em 2026. O parlamentar afirma que estuda a viabilidade da candidatura após uma série de reuniões e viagens pelo estado para discutir programa de governo, cenário nacional e estratégia eleitoral, além de consultar eleitores sobre qual cargo deve disputar.
Glauber se apresenta como alternativa à esquerda num cenário em que o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), deve entrar na corrida ao Palácio Guanabara com apoio do PT, em articulação vista como estratégica para a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no estado. Dentro do PSOL, a possível candidatura do deputado reabre o debate interno, já que outros dois nomes estão colocados.
Um deles é o vereador carioca William Siri, que desde julho se apresenta como pré-candidato com apoio de setores da direção partidária e base eleitoral na Zona Oeste. Siri afirma que sua postulação ocorre em diálogo com o partido e avalia como legítima a iniciativa de Glauber, apontando convergência política entre ambos. Outro nome é o da vereadora Thais Ferreira, líder da bancada do PSOL na Câmara do Rio.
Segundo o presidente estadual da legenda, deputado Flávio Serafini, a definição deve ocorrer entre março e abril do próximo ano. A direção busca construir consenso e uma chapa que fortaleça o partido e o campo da esquerda no estado.
Internamente, o PSOL avalia que há convergência de interesses entre Eduardo Paes e o governador Cláudio Castro (PL) para evitar embates diretos nas disputas pelo governo estadual e pelo Senado. A sigla também questiona a aliança entre PT e Paes e aposta em eventual apoio de parte da militância ligada a Lula, embora o comando petista no estado indique alinhamento com o prefeito e articule espaço na chapa majoritária.
Glauber afirma que sua candidatura poderia mobilizar uma base militante insatisfeita com o atual cenário político fluminense e diz não descartar a reeleição para a Câmara, hipótese considerada diante da estratégia nacional do PSOL de ampliar a bancada federal e cumprir a cláusula de barreira. Para isso, o partido precisará eleger ao menos 13 deputados distribuídos por um terço dos estados ou alcançar 2,5% dos votos válidos. Em São Paulo, o desafio será maior com a ausência de Guilherme Boulos, hoje na Secretaria-Geral da Presidência; a legenda aposta na reeleição de Erika Hilton e na candidatura de Natália Szermeta.
Em entrevista recente, Glauber afirmou que uma consulta interna indicou apoio majoritário à candidatura ao governo estadual, mas destacou que a decisão final ainda será tomada dentro do calendário partidário. Ele também citou a própria suspensão (aplicada após um episódio de agressão envolvendo um integrante do MBL e protestos na Câmara) como elemento que intensificou o debate sobre seu futuro político.
Pesquisas de intenção de voto para o governo do Rio já incluem, além de Glauber, nomes como Eduardo Paes, Rodrigo Bacellar (União), Washington Reis (MDB) e a vereadora Mônica Benício (PSOL). Para o Senado, os cenários apontam Flávio Bolsonaro (PL) e Cláudio Castro (PL) entre os mais citados, enquanto o PT avalia lançar Benedita da Silva. Em 2026, cada estado elegerá dois senadores.

Rayza Espírito Santo
Redatora, repórter de editorias diversas, social media e fotojornalista.
Veja também
Mais
lidas- 1
Carro usado no sequestro de jovem em Itaipu é encontrado carbonizado em

- 2
Corpo de idoso desaparecido em Maricá é encontrado na Estrada da Restinga

- 3
Denúncia expõe trama política e familiar contra Paulo Melo

- 4
Homem é preso após agredir idosa para roubar cerveja em Nova Iguaçu

- 5
Homem é encontrado morto com marcas de tiros na restinga de Maricá

Comentários (0)