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Imagem da notícia Ilustração/Marcus Pires/Gazeta24hRio

O preço da energia instantânea: Os riscos ocultos por trás das latas de energético

Energético se torna um grande vilão da saúde

Atualizado há 73 dias

Entre taquicardia e dependência, especialistas alertam que o consumo desenfreado de bebidas estimulantes pode mascarar problemas graves de saúde e sobrecarregar o sistema cardiovascular.

A promessa é tentadora: foco total, fim do cansaço e desempenho máximo para enfrentar rotinas exaustivas ou noites de lazer. No entanto, o que muitos consumidores ignoram é que, por trás do design moderno das latas, esconde-se uma "bomba" bioquímica. O consumo de energéticos cresceu exponencialmente na última década, mas, com ele, também aumentaram as notificações de emergências hospitalares relacionadas a arritmias e crises de ansiedade.

O Choque no Sistema Nervoso

Diferente de uma xícara de café convencional, o energético combina doses maciças de cafeína com substâncias como taurina e glucuronolactona. Essa mistura acelera os batimentos cardíacos e a pressão arterial em questão de minutos. Para quem possui predisposições genéticas muitas vezes desconhecidas, uma única lata pode ser o gatilho para episódios de morte súbita ou infarto agudo do miocárdio.

A Armadilha do Açúcar e da Mistura Alcoólica

Além dos estimulantes, a quantidade de açúcar presente em uma unidade pode ultrapassar o limite diário recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), favorecendo o surgimento de diabetes tipo 2 e obesidade.

O perigo atinge seu ápice quando a bebida é associada ao álcool. "O energético mascara a depressão do sistema nervoso causada pelo álcool. O indivíduo não percebe que está embriagado, continua bebendo e coloca o corpo em um estado de estresse extremo", alertam cardiologistas.

Conscientização Necessária

Embora não sejam proibidos, o consumo exige moderação estrita. Profissionais de saúde reforçam que o energético jamais deve substituir o descanso reparador ou a hidratação adequada. O alerta é claro: a energia que vem rápido demais pode cobrar um preço alto para a saúde a longo prazo.

Foto do Jornalista

Marcus Pires

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