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Maricá usa colheitadeiras aquáticas na limpeza de rios e lagoas

Equipamentos têm capacidade de recolher até 8 m³ de material por operação.

Atualizado há 18 minutos

Duas máquinas aquáticas começaram a ser testadas na limpeza de rios, canais e lagoas de Maricá. Os equipamentos, conhecidos como colheitadeiras, retiram plantas e outros materiais acumulados na superfície da água, inclusive em trechos de difícil acesso para as equipes de limpeza manual.

A ação é realizada pela Autarquia de Serviços de Obras de Maricá (Somar). Cada máquina tem capacidade para armazenar até 8 m³ de material, volume equivalente a oito caixas-d’água de mil litros.

Foto: Divulgação
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Nesta primeira etapa, o trabalho está concentrado no controle da gigoga, planta aquática que pode formar grandes camadas sobre a água quando cresce em excesso. A proliferação acelerada pode estar relacionada à alta concentração de matéria orgânica, incluindo material proveniente de despejos irregulares de esgoto.

A identificação dos locais com maior concentração da planta também poderá servir de referência para ações de fiscalização e planejamento ambiental. Segundo o presidente da Somar, Arlen Pereira, o material retirado, que antes permanecia nos rios e lagos, poderá receber outra destinação.

As máquinas contam com esteiras recolhedoras e conseguem atuar em trechos mais largos, complementando a limpeza manual. O equipamento também pode impedir que a vegetação avance para áreas das lagoas com maior concentração de sal, onde as plantas não sobrevivem e podem ser transportadas pelo vento e pelas correntes até as margens. A decomposição nesses pontos pode causar mau cheiro e alterações no ambiente.

Foto: Divulgação
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Os dois equipamentos foram disponibilizados sem custos para o município durante o período de testes. A Somar vai acompanhar o desempenho da tecnologia para avaliar sua eficácia e a possibilidade de ampliar o uso em outras regiões.

O material orgânico recolhido também poderá ser encaminhado para análises laboratoriais. Caso seja considerado adequado, a proposta é utilizá-lo em processos de compostagem para a produção de adubo destinado às hortas comunitárias de Maricá.

Foto do Jornalista

Rayza Espírito Santo

Redatora, repórter de editorias diversas, social media e fotojornalista.

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